Origem da Raça



  
CONVÍVIO

O relacionamento do fila Brasileiro com o seu dono e sua família é exem- plar. O fila não ataca o seu dono e dificil- mente outras pessoas da mesma família. Dificilmente brincam com es- tranhos ou atendem o seu chamado, são brincalhões e afetuosos com as crianças da casa e são dotados de um nível muito bom de equilíbrio e controle. Leia mais...




Origem da Raça

	
	
	    A história do Fila Brasileiro remonta aproximadamente 3 a 4 séculos, acompanhando 
     a própria evolução do país. Não se sabe com certeza qual a formação desse cão. Na verdade 
     há várias teorias sobre sua origem. No “Grande Livro do Fila Brasileiro”, de Procópio do 
     Vallee Ênio Monte, encontramos diversas versões a respeito do passado da raça. A primeira 
     delas é de Paulo Santos Cruz, que diz que o Fila Brasileiro poderia ser o resultado de cruza-
     mentos entre o Old English Mastiff com o nosso perdigueiro ou ser uma raça trazida de
     Portugal pelos colonizadores e que teria sido modificado pelo meio ambiente local; ou ainda 
     poderia ser resultante de cruzamentos do Mastiff, Bloodhound e Buldogue Inglês. Das três, a 
     última, segundo o autor, é a mais justificável. Segundo ele, o Fila Brasileiro herdou caracte-
     rísticas de estrutura como a formação do crânio, garupa e dorso, por exemplo, do Mastiff. A 
     pele solta, o olhar triste e o faro aguçado, por exemplo, teria herdado do Bloodhound. Já do
     Buldogue, além do temperamento violento e teimoso, herdou a coloração araçá-rajado-escuro, 
     que, de acordo com os entendidos, seria proveniente do antigo Buldogue.
 	  Os autores do livro contestam as hipóteses de Paulo Santos Cruz, exatamente por elas 
     não passarem de suposições.
 	  Ocorre que não existe nenhuma prova concreta e, muito menos, dados que confirmem 
     essas idéias. Para os autores do “Grande Livro do Fila Brasileiro” não há registros de que cães 
     similares tenham chegado com os imigrantes portugueses. Sendo assim, o que mais se propaga 
     quanto à origem da raça, é mesmo a miscigenação das três raças: Mastiff, Bloodhounde Buldo-
     gue Inglês.


Uma outra versão:

	
	    João Batista Gomes, afirma que o Fila Brasileiro seria originário de seu homônimo, 
     o Fila Terceirense (da Ilha Terceira, localizada no Arquipélago dos Açores). Esse cão 
     teria sido trazido para cá maciçamente, a ponto de ter ocasionado praticamente sua ex-
     tinção no país de origem. Com a vinda de D. João VI, segundo João Gomes, chega ao Brasil, 
     o Mastim Inglês. A partir de cruzamentos casuais houve a mestiçagem entre o Fila Tercei-
     rense e o Mastim. De acordo com esse autor, essa é a única maneira justificável de se ex-
     plicar o aparecimento do Fila Brasileiro. A contestação do “Grande Livro do Fila Brasileiro” 
     vem logo a seguir. Os autores dessa obra pesquisaram amplamente a história desse Fila Ter-
     ceirense, e encontraram pouquíssimo material sobre ele. Afirmam que se esse cão era tão 
     comum na época em que foi enviado em grande quantidade para o Brasil, deveria, pelo menos, 
     haver citações importantes sobre o mesmo o que raramente ocorre em bibliografias lusitanas. 
            Além disso,fala-se com freqüência e destaque no “rabo torto”, característica marcante do 
     Fila Terceirense,e que aliás constituía gene dominante. Curioso é notar que não existe nenhum 
     Fila Brasileiro com este tipo de rabo.

Uma nova teoria:

	
	  De autoria de Francisco Peltier de Queiroz, diz que o Fila Brasileiro seria proveniente 
     de cães europeus, como o Mastiff Inglês, Bloodhound e Buldogue entre outros cães selvagens 
     existentes no Brasil. Cita como exemplos, cães indígenas como o Aracambé, dos Tapuia; o 
     Guará, um cão selvagem brasileiro; e os Alçados ou “cães de rua”. Procópio do Valle e Ênio 
     Monte vão de encontro às idéias de Peltier, questionando o porquê de os colonos cruzarem 
     cães domésticos, de grande porte e utilidade, com animais selvagens e intratáveis. Seria 
     incoerente que se miscigenasse um cão já domesticado com um cão selvagem.
 	  Pesquisas revelaram que, dos cães selvagens citados, apenas o Aracambé teria a possi-
     bilidade de ter participado de cruzamentos com cães europeus. Contudo, após tempos de “vas-
     culhações”, descubriu-se que o Aracambé era pouco maior do que um gambá. Da família das 
     Martas, não passava de um vira-lata.
	A última teoria sobre a formação do Fila no referido livro, é do próprio autor, Procópio 
     do Valle. Ele começa definindo “cão de fila”, como sendo um grande cão bravo, de espécie 
     vulgar. “Cão de fila, de filar ou filhar, é um cão que agarra a presa e não larga”.
 	 Segue o autor, dizendo, então, que é assim um cão de guarda e um cão mestiço, caracte-
     rísticas do grupo dos Mastiff’s. Procópio do Valle afirma que o cão de fila seria um cão 
     mestiço, constituindo-se de uma mistura dentro do grupo dos Mastiff’s. O autor defende a tese 
     do “ciclo”, onde estariam interligados 5 elementos: a floresta, a onça, o homem, o gado e o 
     cão de fila. A floresta era o país “no início dos tempos”. Nela habitava a tão temida onça. 
     O homem começou a povoá-la, erguendo casas e cuidando da terra. Nesse mesmo solo se desen-
     volveram as primeiras criações de gado. Para protegê-lo nada mais perfeito do que um cão de 
     fila. Enquanto duraram a floresta e a onça, o cão de fila sobreviveu. Depois tornou-se des-
     necessário e quase foi extinto. Apenas em Minas Gerais, onde se deu um outro ciclo, de acor-
     do com Procópio do Valle, esse cão foi mantido por muito tempo ainda. Com o desenvolvimento 
     da pecuária leiteira, os cães foram tratados com alimento em abundância (leite e angu de 
     milho), sendo preservados com robustez e saúde. Segundo ele, esse cão de fila seria originá-
     rio do Engelsen Doggen, ou mais exatamente do Dogue de Fort Race, oriundo da Inglaterra,e 
     trazido para Pernambuco, a partir de 1631 pelos holandeses. Segundo Procópio do Valle, seu 
     relato está fundamentado em grandes buscas a bibliotecas, e baseado em fatos e registros fei-
     tos por exploradores, viajantes e historiadores. Através deste estudo, ele conclui que um dos 
     principais pontos a ser levado em conta é a escolha do Dogue de Fort Race e não do Mastiff ou 
     do Buldogue para “ancestral” do Fila Brasileiro. Para ele, as raças freqüentemente apontadas 
     em outras teorias não apresentam justificativas convincentes. Observando gravuras, notamos 
     que os cães tinham focinho bem comprido, sendo pouco provável que tenham-no adquirido de 
     um Buldogue. Além do mais, na Inglaterra, predominava a mistura do Buldogue com o Mastiff, 
     sendo muito difícil encontrar um Mastiff “puro”, continua o autor, dizendo que o Buldogue 
     degenerou-se, quando deixou de ser utilizado contra os índios e negros nas Américas.

Teorias pessoais:

	
	  O cenário da descendência do Fila Brasileiro é muito obscuro. Não se pode afirmar nada 
     com certeza. O que se sabe apenas é que viveu muito bem nas fazendas, fazendo a guarda da 
     propriedade e lidando com o gado. Mais tarde, foi sendo trazido gradativamente para a cidade, 
     acompanhando seus donos que deixavam o campo. Percebeu-se, então que se tratava de um ex-
     celente guarda também para as casas da cidade. Começou aí, a “grande jornada de trabalho” do 
     Fila Brasileiro.

Fonte: Material retirado da revista Cães e Cia – Especial Fila Brasileiro.


  
VITAMINAS
São recomedados com acompanha- mento veterinário, complementos vita- mínicos e minerais, pois o fila se desen- volve muito rápido.
  
CUIDADOS
INVERNO E VERÃO

Nos dias quentes jamais deixe o cão fechado no carro por muito tempo. O calor e a falta de ventilação podem provocar insolação.

Durante o inverno mantenha a cama do cão longe das cor- rentes de ar.