Evolução da Raça



  
CONVÍVIO

O relacionamento do fila Brasileiro com o seu dono e sua família é exem- plar. O fila não ataca o seu dono e dificil- mente outras pessoas da mesma família. Dificilmente brincam com es- tranhos ou atendem o seu chamado, são brincalhões e afetuosos com as crianças da casa e são dotados de um nível muito bom de equilíbrio e controle. Leia mais...




Evolução da Raça



              Uma paixão em comum reuniu em 1983, cerca de trinta dos principais criadores de 
     Fila Brasileiro, em um importante congresso nacional no Rio de Janeiro, movidos pela cons-
     tatação de que só através da união de esforços e metas poderiam aprimorar a raça. Afinal 
     o nosso Fila surgira através da mistura de várias raças e fora criado, durante cerca de 
     três ou quatro séculos, sem qualquer rumo oficial que norteasse os seus cruzamentos. O 
     primeiro padrão veio em 1946, dando um passo inicial em um ambiente onde havia enorme 
     diversidade de exemplares. Trinta anos após, em 1976, elaborou-se uma nova versão mais 
     detalhada, porém ainda sem todas as especificações para conduzir à homogeneidade deseja-
     da. Era preciso agir: “Queríamos unificar nossos esforços. Existiam mais de 10 tipos de Fila, 
     alguns tão diferentes que hoje sequer seriam considerados autênticos”, comenta um dos 
     criadores participantes. Foi nessas circunstâncias que se redigiu a terceira versão do padrão, 
     que vigora até hoje, desde 1984, e trouxe consigo um novo ânimo, propiciando uma sensível 
     melhora na raça, que se constata atualmente.

Uniformidade:

              O principal desafio, na criação do Fila, sempre foi obter a uniformidade do plantel.
     Resultante da mistura de cães tão diferentes como o Mastiff, o Bloodhound e o antigo Bul-
     dogue Inglês, com um passado de poucas gerações para fixar adequadamente o tipo, encon-
     tra-se até hoje exemplares excessivamente altose estreitos ou baixos e encorpados; as ore-
     lhas de diferentes tamanhos e inserções;o stop (ponto de encontro da testa com o focinho) 
     muito pronunciado.
             Para combater isso, a descrição do tamanho e do equilíbrio nas formas evoluiu a cada 
     nova versão padrão.
             Em 1946, no item aparência geral, descrevia-se o Fila como o cão de “grande porte”,
     sem indicar limites para o tamanho. Em 1976, passou a existir um mínimo de altura e peso, 
     estipulados em 65 cm e 50 kg nos machos e 60 cm e 40 kg nas fêmeas, continuando a ser 
     definido como cão de “talhe (porte) grande”. Com o congresso, mantiveram-se os mínimos já 
     estipulados e limitou-se a altura máxima: 75 cm nos machos e 70 cm nas fêmeas, eliminan-
     do-se a menção ao porte grande. Os criadores optaram por trabalhar por um tamanho médio, 
     na faixa entre 69 e 71 cm, permitindo assim, obter uma proporção melhor entre corpo e cabe-
     ça. Nas exposições perceberam que o Fila atual é bem mais homogêneo do que nos anos 70, 
     mesmo havendo uma oscilação de estrutura, agora, bem mais amena do que antes.
             Mas há quem se mantenha alerta. “A raça melhorou muito. Sinto porém um aumento de 
     cães com cabeças pequenas e desproporcionais ao tronco, ossaturas leves e traseiras estrei-
     tas. Percebo, principalmente entre os criadores novos, alguns que optam por exemplares mais 
     pesados, próximos dos 90 a 100 kg, bem acima do que nós havíamos proposto”, comenta outro 
     criador participante do congresso.

Temperamento:

             No que diz respeito ao temperamento, o Fila Brasileiro surgiu para “lidar instintiva-
     mente com o gado e ter um desempenho superior na guarda”, incorporando estas funções 
     claramente em todas as versões do padrão. O mesmo se dá com os requisitos básicos para o
     bom desempenho, ou seja, ser “valente, corajoso, fiel e obediente aos donos”. A versão atual 
     apresenta mais detalhes quanto a aspectos de segurança e companhia. Seu relacionamento co-
     nosco, antigamente, definido apenas como “meigo” com o dono e familiares”, foi substituído 
     por “extremamente tolerante” com as crianças”, “dócil para com os de sua casa” e “procura 
     com insistência , a companhia dos donos”. A necessidade de autocontrole também foi contem-
     plada com as expressões “de comportamento sereno”, “revelando segurança e confiança pró-
     pria” e “absorve perfeitamente ambientes e ruídos estranhos”. Houve a eliminação de um 
     texto polêmico incluído em 1976: “mostra-se indiferente aos transeuntes fora do limite de 
     seu domínio e conduzido por seu dono”. Outro texto, que havia sido introduzido no mesmo ano,
     permaneceu: “caça animais de grande porte”, referente à habilidade em caçar onças, que não 
     havia entrado no primeiro padrão.
             O temperamento do Fila Brasileiro é bastante homogêneo. “De cada dez filhotes, pode-se 
     dizer que apenas um deixa a desejar, o que é bom para qualquer raça”.Para manter esta quali-
     dade, desde 1976 só podem ser considerados campeões os exemplares que forem aprovados na 
     “Prova de Temperamento”, obrigatória nos cães a partir dos 12 meses nas exposições especia-
     lizadas, onde se observa a reação ao ataque com vara e ao tiro (esta Prova de Temperamento 
     está suspensa pela CBKC). Porém o padrão não deixa claro se a prova deve ser repetida nos 
     mesmos cães, a cada apresentação, ou se basta uma única vez.
            Conseguir o reconhecimento internacional pela FCI – "Federação Cinológica Internacional", 
     não é coisa simples. Mesmo assim, o Fila Brasileiro o obteve em 1968. Para tanto, foi eliminada 
     do padrão, em 1976, uma frase que só não era pitoresca para os juízes: “muitas vezes, o Fila 
     Brasileiro ataca o juiz e, via de regra, não permite que este o toque. Tal atitude apenas confir-
     ma suas características de temperamento, não devendo ser considerada falta”.
            Outra curiosidade: presente em nosso padrão por 35 anos, o termo “ojeriza” a estranhos 
     foi substituído recentemente por “aversão”, que significa exatamente o mesmo.
            Em contrapartida este mesmo termo “ojeriza” acaba de ser incorporado aos padrões inter-
     nacionais da FCI.

Fonte: Material retirado da revista Cães e Cia – Especial Fila Brasileiro.


  
VITAMINAS
São recomedados com acompanha- mento veterinário, complementos vita- mínicos e minerais, pois o fila se desen- volve muito rápido.
  
CUIDADOS
INVERNO E VERÃO

Nos dias quentes jamais deixe o cão fechado no carro por muito tempo. O calor e a falta de ventilação podem provocar insolação.

Durante o inverno mantenha a cama do cão longe das cor- rentes de ar.